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Dia Internacional da Mulher

Publicado: Sexta, 15 de Março de 2019, 12h15 | Última atualização em Quarta, 20 de Março de 2019, 10h07

Campus Avançado Três Corações promove semana em comemoração ao Dia Internacional da Mulher 

Nesta semana, entre os dias 11 e 14 de março, o Campus Avançado Três Corações proporcionou um momento de resistência, conscientização e aprendizagem sobre o Dia Internacional da Mulher. O Núcleo de Apoio a Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais (Napne) do campus, conjuntamente com professores, equipe pedagógica e direção, promoveu dois encontros: um para as turmas do turno noturno e outro para estudantes dos cursos integrados.

O coral "Vozes do Coração" do Campus Avançado Três Corações abriu ambos os eventos, cantando "Maria Maria" (de Milton Nascimento) e "Garota de Ipanema" (de Tom Jobim e Vinícius de Moraes). Também foi apresentado um sarau de poesias, coordenado pelo professor Igor Alves, com poesias de autores e autoras da literatura universal – de Dante Alighieri, passando por Aristóteles e poetas brasileiros como Cecília Meireles, e poesias dos próprios alunos.

A ex-aluna do Campus Avançado, Milena Braga, declamou duas poesias de sua autoria e deu seu testemunho como feminista e apoiadora do feminismo. O professor Amauri Antunes trouxe para o evento uma perfomance "Toca o disco", realizada por quatro alunas do curso Técnico em Administração, tendo como texto-base uma coletânea de trechos poéticos "com menção às mulheres e um certo machismo que é preciso acabar".

O projeto Musique-se, coordenado pela professora Márcia Lisboa, fez parte do evento com um som acústico, tendo a música "Eu te amo" (de Cazuza) como mote para um campus inteiro acompanhar a melodia no "cantar junto".

E, por fim, foi apresentada a história das bonecas Abayomi - Abay. A professora Emanuela Francisca Ferreira Silva contou a história desse tipo de boneca africana que é feita com nós, tranças e retalhos. Sem rosto ou demarcações, essas bonecas são símbolo da resistência de mulheres africanas que, em meio à tristeza dos navios negreiros, faziam com retalhos das próprias roupas do corpo bonecas para presentearem as crianças que se encontravam nesses navios, que recebiam o nome de tumbeiros. Todos os presentes ganharam uma boneca Abayomi, que foram feitas pelos próprios alunos. “A tradição das bonecas Abayomi é que elas têm que ser 'ganhas', você não faz a boneca para si, mas para presentear o outro, para se ter um encontro precioso com o outro. Tendo isso como mote, as bonecas foram trocadas entre todos. Foi um momento importante para agregar valores de resistência, de respeito e de amor entre todos”, disse a professora Emanuela Francisca Ferreira Silva.

Texto: Professora Emanuela Francisca Ferreira Silva, com revisão da Ascom IFSULDEMINAS/Reitoria
Data: 15/03/2019

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